30 agosto, 2010

Tragédia no cais

Era dia
Aquele mulato tinha canto e fome
Dois amores e as águas em temporal
Tinha lábios de areia e pés descalços
Sentado no banco na beira da praia bem perto das ondas
No alto da sombra entre as folhas e o farol da barra
Não teria dores nem boas noticias
Foi de toque suave e violão de pau 
Que a cantoria do menino riscou sorrisos de tão bonita
Na madrugada quando pescou
Chamou o vento
A canção foi pro mar
E voltou só.

Por Bibi Serafim